quinta-feira, junho 29, 2006

Vou dar-vos música. Por uma semana vou engomar o computador e deixá-lo dentro de um saco, mudando-me de armas e bagagens para o Kauai. Vai saber-me bem, até porque estou já cansado desta "dependência" e escravidão informática...












Uns mais consagrados que outros, a imagem é apenas um pretexto para transformar a música em vídeo. Não seria este a música dos Tindersticks que escolheria, mas o videoclip estava já feito, e já não posso perder mais tempo com isto...

Até lá, esperemos que Portugal ganhe e que os ânimos do blog deste último dia serenem. Caso contrário, vou ter que fazer como fez o árbitro Ivanov. Distribuo amarelos indiscriminadamente...

Prémio Quem se Lembra de Ir ao McDonalds dos Cabelos?

Hoje fui cortar o cabelo à McDonalds dos penteados. Supercuts. Até para isso eles têm grandes cadeias e franchising. Saiu-me na rifa uma mexicana, que confessou a uma cliente que tinha cortado o cabelo a si própria. Podia repetir outra vez? Não há cá lavar o cabelo nos prelinares... Borrifam umas vezes e toca a andar, hombre. Cortava pouco. Muito pouco. Terminou várias vezes. Tive que insistir, outras tantas, para cortar um pouco mais. Sempre que me olhava ao espelho, via o cabelo de um dos muito mexicanos que trabalham neste país, com a sua cara de índio, redonda, muito morena, suada, inevitavelmente com o seu bigodito. Assim só me restavam duas opções. Aquele penteado mais comprimido, para trás, em que várias madeixas se agregam, com o azeite, brilhantina, ou o que quer que seja que eles colocam (no fundo cabelo à Pat Riley ou à versão yuppie Michael Douglas). Ou ser mais persistente e ficar também com aquele cabelo mais curto, mas sempre muito farto, em forma de meia lua, que será talvez o mais comum nos empregados dos restaurantes de São Francisco. Sim, porque posso dizer como aparte, que não percebo como é que eles (americanos) têm tantos restaurantes de tantas nacionalidades e sabores diferentes nesta cidade, dado que, inevitavelmente, na cozinha de todos eles, se encontram um, dois, três, quantos sejam precisos, mexicanos, todos eles suados, atarracados, ar cansado e um pouco tristonho. Simpatizo com eles e admiro a sua capacidade de trabalho, empenho e resignação.
Continuando na minha epopeia, a mulher insistia em manter o cabelo moderadamente grande, ordenando-o meticulosamente para trás, de pente, dando aqueles ar de lambido. Foi muito simples então. Com as minhas maozinhas sapudas, desfiz o aparente rigor dos cabelos, despentei-os, dei-lhes um ar pretensamente revolto e negligé, pedi para aparar dos lados, e saí todo contente, continuando o mesmo borracho do costume!

quarta-feira, junho 28, 2006

Portugal jogou com 13



Francisco José Viegas
Assim vale a pena, mesmo que os holandeses protestem o jogo pelo facto de Portugal ter jogado sempre com dois jogadores a mais - Scolari aos berros em Nuremberga e Na Sa do Caravaggio a fazer figas em Farroupilha, lá na serra gaúcha. Portugal jogou com 13. Eu gostei: um jogo em que Petit é agredido constitui para mim novidade (só estava habituado ao contrário) e Simão a dar quatro voltas sobre a bola antes de marcar uma falta é um espectáculo para se ver.

Prémio 20 anos depois e com a NET, Frisco está Mais Perto do Porto!

Francisco José Viegas - Entrevista na Visão

Lisboa eram 23 paragens até à faculdade...

Vínhamos da província aterrorizados, julgávamos que Lisboa nos ia devorar porque era tudo muito difícil. Passei o primeiro ano a estudar, só fui três ou quatro vezes ao cinema. Não queríamos ser ultrapassados, tínhamos sotaque... Esse primeiro ano era também um ano de correcção do sotaque.


Como é que se corrige um sotaque?
Eu não corrigi, comecei a falar assim, naturalmente. Chaves ficava a 12 horas de Lisboa. Era outro continente. De maneira que, quando tinha saudades, coisa que me acontecia muitas vezes, ia até à Praça da Alegria ver as pessoas que eu conhecia a chegarem no autocarro de Chaves.




Mas falava com elas?
Sabia que estavam ali e bastava-me.

Prémio São Francisco é Uma Aldeia

Esta aldeia chamada São Francisco é mesmo pequena. Tem os seus quarteirões, os seus vales e montes, com subidas vertiginosas, mas pelos vistos, toda a gente se conhece. Ou pelo menos a probabilidade de encontrar-se alguém com quem nos cruzámos anteriormente é muito elevada.

Neste fim de semana, de uma assentada, duas pessoas olharam para mim e disseram que me conheciam. Que disparate, pensei eu. Disse logo que não, por via das dúvidas, ainda para mais em pleno Castro no sábado rosa ou no Civic Center após a parada gay... E não fazia a mínima ideia quem seriam os personagens.
A primeira tratava-se da rapariga que tinha recusado comprar a maldita bicicleta por 35 dólares, humilhando o meu olho para o negócio. É estudante de Radioterapia, com nome alemão ou similar, mas originária de Boston.

O segundo veio a revelar-se ser um velho conhecido deste blog. Era o argentino, casado com uma vietnamita, cirurgião geral e que tinha conhecido no Groove. Tinha-me dado o mail dele, mais por insistência da mulher, e eu nunca tinha respondido porque achei que era apenas daqueles convites à americana. Neste domingo meteu conversa com um dos portugueses que tinha a camisola da selecção, para saber o resultado do futebol, continuou a conversa com a namorada deste, que é uma argentina da Patagónia (Bariloche) e veio ter depois comigo, enquanto eu bebia (e virava) uma Marguerita de morango. 

Coincidências. E gente simpática.

Ser cão aqui em São Francisco é difícil. E exigente. Têm que andar sempre impecavelmente escovados, atrás dos donos, não podem deixar recordações em qualquer lado e, sobretudo, necessitam de uma forma física assinalável. Sem gorduras. Só corrida de explosão e resistência... Não há dono que se preze que não os obrigue a dar voltas malucas, esbaforidos, atrás de uma bola de ténis, frisbee, boomerang, disco, o que quer se seja. E eles saiem sempre disparados. Com mais ou menos jeito. Bem ou mal sucedidos. Mas ao contrário do que me era hábito, cansam-se eles mais rápidos que os Patrões... 

E já não falo daqueles com vestes ridículos ou então aqueles cães espirra-canivetes, com uma coleira toda fashion, que andam a passear pela trela, o dono, o namorado do dono, os tiques amaricados de ambos, e o também feioso e desajeitado cão do namorado do dono. 

Os americanos das vezes que falam do “Mundial” lembram sempre incomodados que foram eliminados pelo G H Á N Á. Uma equipa do terceiro mundo. Imagine-se. Nem sequer me incomodo a explicar-lhes o que quer que seja. Tenho pena é que não tenham sido antes destroçados pelo Irão ou pela Venezuela. Mas nem assim aprenderiam a lição...

terça-feira, junho 27, 2006

Prémio Andaram à Solta Versão Kitsch!!!

Uma breve explicação técnica: uma das opções que tomei quando fiz o vídeo do fim de semana anterior, foi colocar uns flashes para acompanhar a música e dar um pouco de animação. Acontece que o ritmo desses slides é semelhante ao frame rate que é imposto pelo programa da internet. O que faz com que aparecem muitos espaços em branco. Um efeito semelhante ao aliasing, para quem gostar de física de Ressonância Magnética. Posso dar o exemplo clássico dos filmes de cowboys em que pelo facto da taxa de reposição de imagens ser inferior à frequência de rotação das rodas, elas parece que giram no sentido inverso. O mesmo se passa quando alguns monitores são filmados. Embora a taxa de refrescamento do ecrã seja imperceptivel ao olho humano, se a câmara de filmar tiver uma frequência maior, este monitor filmado aparece na televisão com vários flashes pretos sucessivos...

Prémio Eles Andaram à Solta



São Francisco transfigurou-se. Sábado e domingo eles e elas saíram à rua. Mascarados, vestidos, travestidos, desnudados, mais ou menos pornográficos, mais ou menos másculos, imberbes, fiteiros, efeminados, exibicionistas, em versão hard ou soft-core, o certo é que vieram para a rua. Com gritinhos, beijinhos e abraços, cantando, pulando, saltando, abraçando, fecharam quarteirões da cidade e dançaram ao som de música electrónica acelerada. Misturando algum sindicalismo, humor quanto baste, pormenores kitsch a preceito, por vezes um exibicionismo chocante para um português do Norte, projectando uma imensa quantidade de decibeis de colunas instaladas em varandas de apartamentos individuais, festas colectivas, bandas a tocar à porta do seu condomínio, mais ou menos bebida, mais ou menos charros, pastilha, ecstasy e similares...

Confesso que fiquei chocado com a quantidade e sobretudo uniformização das lésbicas. Autênticos clichês ambulantes, ar extremamente masculino, cabelo curto, sem qualquer tipo de sensualidade ou feminilidade, sisudas, carrancudas, de um exibicionismo extraordinariamente agressivo, de alguém, segundo me pareceu, que convive muito mal com a sua sexualidade.

Pelo menos os gays "homens", com a sua postura mais ou menos efeminada, com muitos ou poucos trejeitos, com o seu andar mais bamboleante e certamente mais atrevido, sempre parecem mais alegres e espontâneos.

Prémio Alguém Quer Alguma Coisa da Esquina?



Colchões, lanternas, despertadores, botas ou galochas. Numa qualquer esquina. A preço zero. Se tivesse aqui o Sócrates ainda aplicaria um IVAzito de 21%...

segunda-feira, junho 26, 2006

Uma breve explicação...

1. Adorei fazer o vídeo. Já o vi e revi umas dezenas de vezes... Como escrevi, perdi umas horas. Sobretudo de processamento gráfico. Mas fiquei contente por tê-lo feito. Foi uma prenda a mim próprio. Baseei-me nas fotografias que tinha no Powerbook. Basicamente são fruto das férias dos últimos anos, com máquina digital em punho. Tentei mostrar alguns locais extraordinariamente bonitos, algumas fotografias do jeitoso, e dos diferentes amigos e companheiros de viagem. Passámos visita sobretudo a São Francisco, Vancouver, Nova Iorque, Costa Rica, Equador, Indonésia, Tailândia, Austrália, Açores, Argentina e Chile. Sempre acompanhados pela mais bonita música dos Madredeus. A primeira vez que ouvi esta música foi há uns anos largos (12,13?), no Coliseu do Porto, e as lágrimas correram imediatamente.

2. Torna-se óbvio que vetei fotografias. Grande parte das minhas viagens tiveram outras companhias adicionais. Foi com elas que aprendi a viajar. Devo-lhes esse crédito. Mas trata-se de um director's cut...

3. Obrigado a todos pelos Parabéns. Por telefone, mail ou blog... obrigado.

domingo, junho 25, 2006

Mais do mesmo...


Quase o mesmo vídeo, com umas pequenas alterações. Brincadeiras. Tenho trabalhado nele para conseguir melhorar a qualidade de imagem. Mas penso que o próprio youtube it me limita isso...

sábado, junho 24, 2006

Prémio 25 do 6 é uma vez por ano

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

...
...
...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...


Álvaro de Campos, 15-10-1929

Prémio 25 do 6 é uma vez por ano!



Fui provocado uma vez por uma aluna pelo facto de mostrar exclusivamente fotografias de "férias" sem rosto. Nunca aparecer nas fotografias. Pois bem, para comemorar um dia especial, "mato o borrego". De uma assentada, ofereço-vos uma overdose delas...
É um bocadinho longo, mas a magia da música compensa. Madredeus, "As ilhas dos Açores".

PS. Como devem compreender, a escolha está condicionada ao material que tenho neste lado no mundo. Não se fale então em preferências ou exclusões..

Prémio Afinal Sempre é O Melhor do Filme...


A propósito de Woody Allen e Match Point. Trata-se do melhor do filme. Mi par d'udir ancora, Bizet (The Pearlfishers).É Caruso quem canta. Foi um dos mais célebres tenores do início do século XX. Estava em São Francisco em 1906, tendo prevista actuação na noite do terramoto.
Perdi umas horaitas à procura da música. E a brincar com os efeitos do "videoclip".
Apreciem...

sexta-feira, junho 23, 2006

Prémio Um Gajo Merece...

Por uma semana esta casa vai ser vandalizada por 12 pessoas. Espera-se que corra tudo pelo melhor. Só pode...

Prémio Lá Se Foi o Desconto dos Pneus...

"Reconhecemos a instituição FC Porto mas enquanto eu estiver cá não há hipótese de relações com a SAD desse clube."
Luis Filipe Vieira

Prémio À Saúde do Alho Porro


Um bom São João. Com mais ou menos sardinhas. Com mais ou menos pimentos. Azeite. Algum vinho. Saltos, pulos, fogueiras, arraiais, martelos, apitos, alho porro, balões. Divirtam-se.

quinta-feira, junho 22, 2006

quarta-feira, junho 21, 2006

Com som, a pedido...

Prémio Monty Python até Domingo


Prémio Foi Você Que Pediu Um Fernado Meira?

A única vantagem do Meira é fazer esquecer as azelhices do Ricardo...

Prémio Uma Breve Explicação ou Pedido

Os diferentes posts que escrevo são assim mesmo... o último atropela o primeiro. A tentação é começar a ler de cima para baixo, o que é, aliás, natural para nós. Afinal de contas é assim que o fazemos com um jornal ou um livro. Mas, especialmente hoje, peço-vos que comecem do princípio. Isto é, do fim. Do primeiro post Às paredes me confesso...
Obrigado

Prémio Para Quando Uma Nova Patagónia?


Dei por mim a comprar 2 livros. Ambos da Lonely Planet. Travel Photography e Code Green. 
Livros de viagem. São um sintoma sério. Tenho saudades de viajar. 
Da mochila às costas. De estar três ou quatro semanas sem relógio, telemóvel ou computador. Quase incontactável. De levantar cedo por prazer. Dos sítios sem electricidade, rede cabo ou wireless. Das caminhadas. De ouvir apenas o vento. De ouvir os passos na vegetação rasteira. Das fotografias. Dos beliches ou camaratas. Das dores musculares. Dos povos distantes. Das árvores ou vegetação cerrada. Dos lagos esmeralda. Das cores e cheiros do terceiro mundo. Das montanhas ou deserto. Da espontaneidade do hemisfério do sul.
Desengane-se quem acha que estou aqui por férias ou a passear. Aliás vou dentro de uma semana para o Hawaii. Mas não é isso que procuro. Não é disso que tenho saudades.
Falta-me submergir, perder num qualquer sítio do outro lado do mundo, sem estar à distância de um byte, de um rato ou tecla de telefone, em que por um mês não sei bem o que procuro, ou encontro, mas estou mais perto de me sentir eu próprio...

Prémio Às Paredes Me Confesso III... Traduzindo por Miúdos

São Francisco é uma cidade extraordinária. E não digo isso apenas por ser uma cidade bonita, com as suas colinas e vales, pela sua vegetação, pela baía ou pontes, pelas casas vitorianas e outro arquitectura de bom gosto. Não. É extraordinária porque é uma cidade em que parece que estamos na aldeia pacata, com o seu ritmo próprio, sem stress, mas colorida, vibrante, viva, com quarteirões diferentes, com toda a gente diferente, com as suas idiossincrasias, com as suas ideias e opiniões, com os cafés sistematicamente cheios (sabem como este tema me é caro), restaurantes lindíssimos, pouco trânsito, inúmeros jardins e parques, imensas criancitas, livrarias e por aí adiante... Espectáculos e animação cultural a todos instantes. Consciência social e cívica. Perto de parques naturais e paisagens extraordinárias.

É uma cidade que seduz e que vai-se entranhando. É uma cidade que podia facilmente escolher para o resto da vida... se tivesse a família e os amigos... pois como português que se preza, com esta costela que por vezes parece escondida ou esquecida, as origens são quase tudo. Brindemos! A nós! Ou a vós! Como queiram. Um beijo grande ou um abraço.

Prémio Às Paredes Me Confesso II... Família à Parte


Tenho saudades do tempo de verão, dos fins de tarde na Foz ou na Ribeira, do Bogani, da sardinha assada, do pimento ou do tremoço, da francesinha ou do bacalhau, do café, de um bom filme, dos amigos, dos almoços com os internos, de sentir-me em casa, de andar descalço na relva, de ler um livro de rajada, de não ter que estar preocupado em estudar, escrever ou rever artigos, da comida da mamã, de ser apaparicado nos diferentes sítios onde tenho a felicidade de trabalhar, de me sentir um elo importante e efectivo no hospital, do ter sempre alguém para almoçar, jantar ou beber uma cerveja, das noitadas entre amigos, do São João...

Prémio Às Paredes Me Confesso...

Confesso que não tenho saudades da VCI, dos semáforos ou das rotundas, da dificuldade em estacionar, dos arrumadores, do défice, das derrotas do Benfica, dos frangos do Moretto ou Ricardo, do preço do petróleo e da gasolina, das patetices do Santana Lopes, dos sermões do Marcelo Rebelo de Sousa, da demagogia do Sócrates, da beatice do Louçã, do Marques Mendes em bicos de pés, da cassete comunista, da má disposição dos funcionários públicos, dos atrasos nos hospitais, dalguns doentes malcriados, indelicados ou insolentes, do mau cheiro dos doentes na urgência, da burocracia, da "ausência" da Justiça e de justiça, da irmã Lúcia, do caso Casa Pia ou do Apito Dourado, da Sagres ou Superbock, dos centros comerciais, do Bela Cruz, do chegar a casa a tresandar a tabaco, dos poios da bicharada nos passeios, da azia do Vasco Pulido Valente ou do Nuno Rogeiro, dos betos da Foz, do conformismo, do cinzentismo e de sermos todos iguais.

terça-feira, junho 20, 2006

Prémio Obrigado, 3 Vezes Obrigado!

I remember you well in the Chelsea Hotel,
you were talking so brave and so sweet,
giving me head on the unmade bed,
while the limousines wait in the street.
Those were the reasons and that was New York,
we were running for the money and the flesh.
And that was called love for the workers in song
probably still is for those of them left.
Ah but you got away, didn't you babe,
you just turned your back on the crowd,
you got away, I never once heard you say,
I need you, I don't need you,
I need you, I don't need you
and all of that jiving around.

I remember you well in the Chelsea Hotel
you were famous, your heart was a legend.
You told me again you preferred handsome men
but for me you would make an exception.
And clenching your fist for the ones like us
who are oppressed by the figures of beauty,
you fixed yourself, you said, 'Well never mind,
we are ugly but we have the music.'

And then you got away, didn't you babe...

I don't mean to suggest that I loved you the best,
I can't keep track of each fallen robin.
I remember you well in the Chelsea Hotel,
that's all, I don't even think of you that often.

Leonard Cohen - Chelsea Hotel