domingo, maio 21, 2006





Na manhã de domingo está marcada uma corrida em que a cidade pára. Bay to Breakers. São 12 km mas à moda de São Francisco. Juntamente com os corredores a sério, correm uma série de outros personagens, mais ou menos mascarados, mais ou menos bizarros, exuberantes ou alianados. E com mais ou menos roupa. Deve ser o único sítio no mundo em que é possível correr pelado pelas ruas.

Vou tentar acordar a horas para tirar fotografias... Vida de bloguista. Mas quem se lembra de começar a correr às 8 horas de domingo?

sábado, maio 20, 2006

Apesar do post anterior, continuo a pensar que a Instituição, como "clube mais grande" que é, deveria ser treinada por um triunvirato de ganhadores e benfiquistas desde o berço... Votaria então no eixo Artur Jorge - Toni - Fernando Santos e como treinadores adjuntos Chalana - Álvaro - Veloso. O Humberto Coelho, o Diamantino e o Carlos Manuel serviriam como relações públicas... Quem acham? Está aberta a discussão...

Uma experiência inesquecível... Almoço sozinho na Castro, num restaurante muito giro, num pátio, muito romântico, no meio d'Eles (XY's a brincarem aos XX's). E uma conta de 25 euros... para uma(s) sande(s) de salmão e coca-cola...

Vá lá que o treinador que conseguiu perder campeonatos com o Jardel, Deco, Zahovic, Drulovic e outros tantos... vai fazer companhia ao Moretto, Marcel, Beto e Rui Costa... Sempre serve para animar o Verão... 

A lista das músicas mais tocadas no meu iTunes...

Empty Shell Cat Power
Daniel's Song The Finches
Masterfade Andrew Bird
This Side of the Blue Joanna Newsom
A Better Son / Daughter Rilo Kiley
Field Commander Cohen Leonard Cohen
Buried Bones Tindersticks
Patchwork Tindersticks
Soft Black Stars Antony & The Johnsons
Where is My Love Cat Power
Sudden Waves June Tabor
The Greatest Cat Power
Mi Par D'udir Ancora Enrico Caruso
Measuring Cups Andrew Bird
Bloody Mother Fucking Asshole Martha Wainwright
Piano Song Tindersticks
O Goettingen! The Finches
Where's My Love Caroline
Les Pêcheurs De Perles, Act I: A Cette Voix Quel Trouble; Je Crois Entendre Encore Plácido Domingo
I See a Darkness Bonnie 'Prince' Billy (Will Oldham)
As Ilhas dos Açores Madredeus
Preto velho Secos E Molhados


Não corresponde necessariamente a qualquer best of nem tem qualquer efeito vinculativo... Traduz apenas as manias do momento desde que o contador foi a zero!
Aceitam-se sugestões, críticas ou comentários.

Óptimo jantar italiano, com três portugueses, uma francesa e um belga. Todos eles investigadores, alguns em pós-doutoramento. Bom vinho. Companhia agradável, tendo dado para perceber que a investigação é algo que exige muito deles próprios. E que quando 90% do trabalho vai, em regra, para o cesto dos papéis, é muito difícil não deixar que isso interfira com a auto-estima. Talvez por isso alguns deles pensem em desistir. Gostam muito de muitas coisas daquilo que fazem, o balanço é extremamente positivo, não sabem o que vão fazer no futuro, mas c'est fini... Fiquei com pena de ouvir o seu encanto e desencanto. E a admirá-los...

sexta-feira, maio 19, 2006

O que mais poderá acontecer à Instituição?


Comunicado de Imprensa da Federação de Editores de Videogramas

A FEVIP - Federação de Editores de Videogramas, é a associação sem fins lucrativos que no nosso país congrega e representa os Editores de Videogramas e a indústria de Videojogos. Estatuariamente, o nosso objectivo é a defesa e protecção dos direitos sobre as obras editadas pelos nossos membros associados.

No desenvolvimento do nosso objecto, somos apoiados pelas editoras nacionais e pelo MPA - Motion Pictures Association, entidade que representa todos os grandes estúdios de cinema norte-americanos.

No âmbito da nossa actividade não podemos deixar de manifestar a nossa perplexidade pelo facto do Sr. Nuno Gomes em declarações públicas no Jornal da Noite de ontem, dia 17 de Maio 2006. na SIC e hoje no da tarde, ter afirmado que entre os DVD's que levava para estágio se incluiam "Mission Impossible 3 (Missão Impossível 3)" e o "Basic Instinct 2 (Instinto Fatal 2)" - "...o novo da Sharon Stone..."

Na mesma reportagem foi exibida ainda uma mala do Sr. Petit, com um número elevado de DVD's, com capas e caixas, diferente das usadas pelas editoras por nós representadas.

Na realidade, a razão de ser da nossa perplexidade e preocupação prende-se com o facto dos filmes referidos pelo Sr Nuno Gomes ainda não terem sido editados legalmente em DVD, não podendo por isso, tratar-se de produto original.

Assim, porque o Sr. Nuno Gomes e qualquer jogador da nossa Selecção será sempre uma referência e um polo de identificação para todos nós, principalmente para a juventude, gostariamos que num sinal de cidadania utilizassem apenas produtos originais pois só assim se poderá manter esta indústria cultural e os empregos que a mesma gera.

Nestes termos, para além de estarmos na disposição de oferecer aos jogadores da nossa selecção DVD's e Videojogos originais editados pelos nossos associados, gostariamos muito de ouvir o Sr. Nuno Gomes afirmar que prefere e só compra DVD's originais.

O homem do momento

Tirado do blog "A Praia"

Um taxista originário do Congo que apenas procurava uma entrevista de emprego viu-se subitamente confundido com um especialista em tecnologias da informação e entrevistado em directo na BBC sobre o conflito legal que opõe a Apple e a Apple Corps. Há duas coisas de que eu gosto muito neste pequeno video - para além do ar espantado do taxista, quando o apresentam. A primeira é que ele começa por tentar uma espécie de negociação: «- Ficou espantado com este veredicto judicial?» «- Bem, fiquei espantado que este veredicto tivesse recaído sobre mim...» Há aqui logo uma ironia com a palavra veredicto, que não será propositada mas talvez também não seja totalmente acidental; e prossegue, tentando sugerir o equívoco, mas sem encontrar nenhuma receptividade da parte da jornalista. Ela, pelo contrário, continua, aparentemente sem se dar conta de nada; e o taxista faz o que qualquer de nós faria, embrulhando meia-dúzia de banalidades, procurando alinhavar uma lógica qualquer («is much better for development and to improve people...»). Se a confusão não tivesse sido desmascarada, isto seria notícia? Alguém repararia, sequer, que a conversa não fazia sentido? Ou era um minuto de televisão como outro qualquer? Toca-me, especialmente, a situação do entrevistado, o seu dissimulado pedido de auxílio, a forma como se desembaraça para limpar a face - a sua, a da jornalista e da estação. Quando se está em directo, uma entrevista é em certa medida um trabalho cooperativo, em que um segura as pontas ao outro.

Continuo sem perder nada hoje... E lembrei-me que tinha que colocar o lixo fora da toca. À hora certa! Também é verdade que alguém se lembrou antes de mim... Lá acharam que três semanas já eram de mais para eu mostrar o que valia...

quinta-feira, maio 18, 2006


A nova pirâmide do Louvre em plena 5a avenida NY...

Fui forçado a ir hoje às compras. Já andava a viver na míngua há uns dias. Frigorífico a zero é sempre mau sinal. Toca a ir ao supermercado mais próximo, a 12 quarteirões. Havia um outro que fechou (conhecem algum supermercado em Portugal que tenha fechado?) mais perto.

As latas de conserva(s) portuguesas eram as mais caras. Havia uma dos Açores toda ela etiquetada em italiano. Vá-se lá saber por quê...

Havia um produto qualquer derivado do tomate da quinta do Francis Ford Coppola. A embalagem não lembrava a ninguém. Tinha a cara de uma pequena enfezada entre o preto e branco e o tecnicolor, que para os mais devotos (ou não) lembrava qualquer um dos pastorinhos de Fátima... 

No regresso, umm vagabundo já emborrachado, sustentava-se na parede de um pub irlandês, com música ao vivo, curtindo os acordes e cantarolando mais afinado que o desgraçado do artista!

Ainda não perdi nada hoje... Nem achei!

Hoje os residentes do último ano, que preparam furiosamente o exame final da especialidade estiveram a tarde inteira a fazer revisões de osteoarticular. Com quem? Apenas com o radiologista mais famoso nesta área, Donald de Reznick que veio propositadamente de São Diego para lhes apresentar cem casos diferentes e discutir diagnósticos diferenciais.

Aprender é sempre difícil, mas algumas vezes mais difícil que outras...

Por outro lado, no final deu uma grand lecture em que esteve presente muito gente da radiologia, inclusivamente, o chairman da radiologia, que passou o tempo todo a dormir e a cabecear. Vê-se que é um aprendiz nestas coisas!!!

quarta-feira, maio 17, 2006

O lixo aqui é recolhido uma vez por semana. Uma forma de poupar dinheiro, certamente. E as ruas estão certamente mais limpas que as calçadas graníticas do nossa cidade.

Todas as quintas feiras à noite, toda a gente coloca o seu balde do lixo igual, padronizado, com o número do correio pintado, no passeio. E assim, na sexta-feira de manhã são recolhidos os despojos de uma semana. Toda a gente menos o portuga... Que se esquece e coloca o caixote apenas sexta-feira de manhã quando sai para o hospital. E que por isso mesmo ainda tem o mesmo lixo no fundo do caixote, há 3 semanas...

terça-feira, maio 16, 2006

Apareceu o telemóvel! Agora não tenho cartão pois mandei cancelá-lo... Socorro! 

Encontro "imediato" na noite de Frisco. Estão a imaginar-me a percorrer as ruas desta cidade, por volta da meia-noite, depois do concerto da Maria Rita, e um jovem faz-me uma festa, "Ei RUUEEEII". Quem era? O tipo que me tinha vendido a bicicleta! Tinha estado comigo 30 segundos, no lado oposto da cidade, uns dias antes! Tivessem elas a mesma memória...

segunda-feira, maio 15, 2006

Não sei do meu telemóvel. Deve ter ficado nalgum dos cafés pelos quais vagueei hoje. O que só tem uma vantagem. Vou ter que ir lá amanhã. Outra vez... 

E apresenta outra vantagem. Desta vez estava sozinho! E portanto, escusam de arranjar desculpas mais esotéricas...

Adenda: há quem já tenha visto um mendigo de laptop. Qualquer dia, um deles tem o Ferrari, estacionado à porta.

É o melhor programa de música da rádio portuguesa. Na minha perspectiva, é claro. Mas também só consigo escrever por esse prisma!
Chama-se Vidro Azul. Tem a autoria de Ricardo Mariano. E passa na Rádio Universidade de Coimbra. Vulgo RUC. Está disponível em versão podcast, para quem tenha o iTunes.

Esteve um dia espectacular. Com sol, sem vento. Trinta graus. Convidando à sornice e ao descanso num qualquer café, daqueles com um pátio interior, com vegetação e uma cascata. Ouvindo conversas em diferentes línguas. Pessoas lendo romances em diferentes idiomas. A estudar. A ouvir música. A apanhar sol. A namoriscar. A celebrar o dia da mãe. A fumar um cigarro ao ar livre. A observar os outros. Tudo de uma forma lenta, sincopada, harmoniosa, sem aparentes stresses ou preocupações. 

Como se toda a gente estivesse de férias numa esplanada de um resort soalheiro, muitas vezes a recuperar algum tempo perdido, lendo os livros em atraso, repondo conversas esquecidas, descansando apenas...

A vantagem da bicicleta é que posso comer as sobremesas que quero sem ficar com problemas de consciência... É uma aberração disparatada. Mas é assim mesmo.

domingo, maio 14, 2006

Concerto da Maria Rita. Muito, muito bom. O que mais me impressionou, e às pessoas com quem fui, entre os quais brasileiros, estonianos, portugueses e irlandeses, foi a presença dela em palco e sobretudo a sensualidade do bailado do corpo, dos movimentos das mãos, das brincadeiras que fazia com o público. Valeu...

Pergunta retórica: Quem é a Grazzie?

sábado, maio 13, 2006

Um pedinte com telemóvel. Outro com cartaz com endereço na Internet. Vê-se que estes americanos já tiveram o "Choque Tecnológico"...

Pode-se dizer que ganhei a lotaria na última quinta-feira. Deixei o computador na esplanada de um café, na rua mais movimentada das redondezas. Esquecido. E eram horas de fechar. Fui para Canvas, outro café que já vos falei. Estava com a Rita, uma portuguesa, estudante de Doutoramento que conheci nesse dia. Passado um tempo toca o telefone dela. Telefonavam do café anterior. Tinham visto o número dela no Skype e toca a avisar que tinha esquecido o computador por lá... Imaginem

Ainda perguntei o que podia fazer para agradecer. A better tip next time...

No regresso do concerto, já passava das 23, vi um grupo de mais de 30 pessoas, de todas as idades, que serpenteavam pelos passeios e asfalto de uma das mais movimentadas ruas de Frisco. Todos equipados! Com capacetes e patins em linha! Um deles, transportava como que um carrinho de bebé. Com aparelhagem e colunas enormes que debitavam os decibéis a condizer. Pararam no semáforo à minha volta. E toca a andar! Está verde...

Sexta-feira. Concerto dos The Finches. Ou melhor concerto de outras bandas. Mas os primeiros, e melhores, foram os The Finches. Resumem-se a um duo de um rapaz e uma rapariga. Duas guitarras. Ele com ar envergonhado, a olhar sobretudo para o palco, ou para ela. Ela com uma voz de anjo, de uma inocência e jovialidade cativantes, habituada a espectáculos em pubs ou festas particulares, olhava maravilhada para o público, ria, sorria, suspirava. Estava nas nuvens. Ela. E eu também, por que gostei muito do concerto.

quinta-feira, maio 11, 2006

Comprei bicicleta... As colinas que se cuidem!

É comum quando se passeia pelos quarteirões residenciais, ver os moradores, sentados nas escadas ou num qualquer banquito dos alpendres, muitas vezes com os sacos ainda à porta. Com ar mais ou menos infeliz. Geralmente sozinhos. E sôfregos. Fumas o primeiro ou o último dos cigarritos!

Resulta da grande maioria dos imóveis do centro da cidade ser alugada. E dos senhorios imporem como restrição não fumar. 

E toca a vê-los à chuva ou ao vento, à porta de casa, com o cigarrito na boca.