segunda-feira, abril 16, 2007

Um dos especialistas com quem tive a semana passada é sui generis quanto baste. Pragueja. Disparata. Gesticula. Fala com voz grossa. Fina. Tipo desenho animado. Imita séries de televisão. Imita o Fernando Pereira. Bate no computador. Dá murros na mesa. Arrota amplicado em stereo. Imita outros sons escatolo'gicos.



Faz lembrar os personagens do Robin Williams quando tinha aquele tique de imitações em série. Como no Good Morning Vietnam. Tem um trauma daqueles grandes com pés ou sapatos. Ou com sujarem-lhe as calças. Da primeira vez que me viu, avisou logo para não cruzar as pernas, para não correr o risco de sujar-lhe as calças. Das vezes seguintes, sempre que alguém no espaço de dois metros levante o sapato mais do que uma polegada ou se aproxime dele na distância de “segurança” dum metro, ele ergue logo o sobrolho e rosna imediatamente entre dentes. Mas tem três grandes vantagens. Olha para os casos atentamente. Nem é rápido nem maçadoramente lento. E é maníaco. É excelente ver os exames relatados por ele. Porque na maioria das vezes, ao descrever os achados, acrescenta exaustivamente as referências para a patologia descrita. Série por série. Imagem por imagem. É daqueles casos, em que a obsessão compulsão ajuda bastante... Pelos menos os outros. Pelo menos a mim.


Já tinha visto com buço. Já tinha visto com bigode. Com quase barba. Sinais com pêlos. Verrugas. Tipo vidente, Tipo bruxa. Quase homens. Mas nunca tinha visto uma mulher com suíças... Trabalhadas. Tipo patilha!


Hoje fui apátrida. Por uma meia hora. Durante este tempo estive no limbo. Em lado nenhum. Não era português, europeu, americano, não era coisa nenhuma. Nem J-1, nem alien sequer. Nada. Depois... encontrei o passaporte! E a cidadania!

domingo, abril 15, 2007

Os pontinhos azuis, vermelhos e quejandos fazem parte da rede da Biblioteca Pública de Nova Iorque... Manhattan. Afinal ainda são poderosos que os Burger Kings e as Subways

Domingo em NY. A preto e branco. Do lado de cá da janela. Mais do que tristonho. Chove quase torrencialmente... Depois dos gorros e das luvas, alguém tem um guarda-chuva?

Gostei da reportagem do Expresso. Na Única. Sobre a história do Mea Culpa. Parte do particular para retratar algo mais importante. Penso que isto é jornalismo.
Gostei estar num café e ouvir o álbum completo Milk-Eyed Mender. Algo impossível no Porto.
Gostei que terminassem os Esgares e abstracts do RSNA e afins.
Gostei do resultado em Coimbra.

sexta-feira, abril 13, 2007

Pobo do Norte: o pobo mais forte

Os quarteirões e bairros de Nova-Iorque têm uma identidade própria. Estão distribuídos por áreas com maior ou menor personalidade, com charme específico, público residente determinado e população flutuante também ela variável. Até aqui tudo o certo. O que é extraordinário é que consiga haver essa diferenciação apesar do ruído dos franchising e das multinacionais americanas. Explicando... Nova Iorque, muito mais do que São Francisco, está refém das inúmeras lojas iguais, padronizadas. Quase que não há um quarteirão sem um Starbucks. Dunkin-Donuts. Macdonalds. Duane Reade. Burger King. Gap. Loft. Shoemania. David Z. Papaya Hot Dog. CVS Pharmacy. Seven Eleven. KFC. TGI Friday. Wendy’s. Barnes and Nobles. Essa é que é a unidade americana. Depois disso temos as lojas de luxo. E as lojas de bairro. Perdidas. No meio dos outros mastodontes.

Ontem foi dia de pequeno almoço "presidencial". No serviço. Uma mesa cheia de coisas que fazem mal. Os ovos mexidos e o bacon. Tostas francesas, seja lá o que isso for. Variedade de bagels. Muffins. Salmão fumado. Sumos. Café. Leite. A princípio não sabia muito bem o que se comemorava. Reparei apenas que estavam lá estacionados o chefe dos técnicos, e o responsável do serviço. Cá como lá... O responsável do serviço é daqueles que ouço a mandar vir com toda a gente, muito alto, gordo, mas daqueles com as pernas muito fininhas, em que as calças ficam claramente a boiar e no plano do tornozelo, com passinhos de periquito. O chefe dos técnicos parece um professor. Na sua postura distante. No seu vestir mais clássico e penteado ao milímetro. Percebi então que a oferta de pequeno almoço era uma recompensa. Pelo Serviço ter passado numa inspecção qualquer. Se calhar numa daquelas acreditações fantasma do King´s Fund... Cá como lá. Nesse dia andaram aflitos a colocar tudo na linha. Vá lá que tinha-me lembrado de levar a minha identificação. O diabo do badge estava num fundo muito fundo, lá mesmo ao cair, da mochila... Safa! Ainda me fechavam nuns arrumos...

Aqui no prédio todos os dias há animação. Seja picheleiro, pintor, encerador, varredor, manutenção, limpeza, revisão dos elevadores. Fecha corredor, abre corredor. Encerra elevador. Substitui elevador. Caixas de correio. Tira e põe carpete. Dá brilho. Enverniza. Amacia. Limpa vidro. Endireita o que quer que seja. Limpa para sujar. Suja para limpar.... Também é bom de ver que são dezenas de andares. Centenas de apartamentos. De qualquer das maneiras, faz lembrar o pintor da Murphy Brown. Que mais parecia um bibelot...

quarta-feira, abril 11, 2007

Saudemos os 23 anos da Íntima Fracção.

Celebremos o novo EP da Joanna Newsom.

Regozijemos-nos com a nova versão de Clam Crab Cockle Cowrie.

Brindemos ao “trabalho” incompleto do Lucílio Batista e ao regresso do miúdo aos golos...

Seja supermercado, loja de CDs, livraria, restaurante, cafetaria, loja de roupa, boteco, tasco. Todos eles têm cartões de oferta. Daqueles tipo FNAC. Em que se compra antecipadamente um “crédito” e se pode oferecer. No fundo é um fiado à americana. O contrário das antigas mercearias de bairro portuguesas. Aqui paga-se primeiro...

Há dois outros apetrechos que o Nova-iorquino médio não dispensa. O auricular bluetooth. Sim. Daqueles que lhe dá um ar mais importante, entre o homem cibernético e o robocop. E o chapéu. Ou boné. Ou carapuço. Ou gorro. Ou capuz. Ou resguardo. Ou barrete. Ou boina. O que quer que seja. Faça chuva, sol. Esteja vento ou nevoeiro. Seja noite ou dia. Já fiz estatística. Ou melhor já desisti. Numa das últimas noites que andei de metro parei nos dez. Em metade da carruagem. Poderia ter continuado, mas preferi ficar-me pelos números redondos.

Se o que o Supremo Tribunal de Justiça fez não é censura, o que é censura? Acresce dizer que com este acórdão, eles próprios, os juízes conselheiros, deviam ser condenados. Afinal de contas, aqueles linhas de saber e jurisprudência não são mais que um atestado de imbecilidade e estupidez. Ou seja, eles próprios publicaram algo que fere o bom nome. Deles. Claro. O António Oliveira continua a ter discípulos. E deve estremecer de tanto riso...

terça-feira, abril 10, 2007


Confesso que estou chocado. É caso para pensar que os Gato Fedorento não conseguiriam parodiar de forma tão absurda. E se fosse possível repetir o que escrevi aqui há dias, repetiria: Obviamente, demitam-se! Mas não. Não me parece possível. Se não é possível mudar a justiça, os juízes, as sentenças absurdas e neste caso anti-democráticas... será possível mudar o país? Ou mudar de país? Aceitam-se inscrições.

segunda-feira, abril 09, 2007

Prémio Embirrações

O frio. O frio. O frio. A queda duns flocos raquíticos de neve em pleno dia de Páscoa nem me aquece ou arrefece. Literalmente. O que aborrece mesmo é o frio. O vento cortante. Que me leva a ser o único nas ruas de Tribeca. Nem vivalma. Só eu. E o maldito guia de viagem. Que de cada vez que abria gelava as mãos. E fazia sentir-me miserável. Por entre prédios de tijolo e ferro forjado, “industriais”, belíssimos, mas tristonhos, devendo esconder histórias difíceis e pesadas.. Do passado... Que agora Tribeca é para ricos, bonitos e/ou famosos.

Times Square. Fechada. Por dezenas ou centenas de polícias. Alguns a cavalo. Criam um perímetro de segurança. Não sei o que protegem de quem. Inúmeros grupos de miúdos e adolescentes negros andam em bando. À volta precisamente de Times Square. Não faço ideia do que se passou. Sei que vejo alguns polícias montados a dispersar alguns desses grupos encurralando e forçando-os a entrar numa entrada do Metro. Tudo muito simples, que o tamanho desses cavalões impressiona. Passo ao lado. Com o café na mão e desvio-me para o centro da rua. Um dos polícias apenas me pede para voltar para o passeio. Como se não se passasse nada. E de facto tudo estava aparentemente calmo!!!

A última moda aqui em termos de corte de cabelo é algo de indescritível. Qual cabelos à jogador de futebol ou ídolo dos Morangos com Açúcar, qual quê. Aqui usam-se cabelos curtos, cortados quase a regra e esquadro. Nem sei explicar muito bem. Os limites do cabelo são lineares, formando rectas perfeitas e depois angulam quando mudam de direcção. Não percebem pois não? Pois... Sinto-me incompetente para descrever. Vou tentar arranjar fotografias!!!

Um café latte no Starbucks custa 4 dólares. O que diria o meu avô desta roubalheira? É apenas café com leite. Leite agitado e “arejado”, para ficar com espuma. Não sei o que fica caro é o café, se o leite ou se a espuma. Presumo que seja a espuma. Pois em qualquer café normal somos livres de acrescentar a quantidade de leite que se quiser...

Comprei um telemóvel americano. Na Virgin Megastore. O mais reles possível. De plástico rasca, com aspecto mais foleiro que aqueles que se compra para os miúdos. E com sons e toques ainda mais inverosímeis. Assim, para o fraco. Mas fraco mesmo fraco. Apesar disso, segue os ditames americanos. Nada é de borla. Nada se transforma. Tudo se paga. Assim, paga-se quer se faça quer se receba chamadas...

domingo, abril 08, 2007



Aprendi nos últimos anos que é preferível muitas vezes a estabilidade à dança das cadeiras. Sobretudo nos casos dos diferentes ministros, em que oposição pede sempre a sua cabeça. Veja-se o caso de Manuel Pinho, que pelas suas declarações absurdas e com pouco tacto, já levou a várias tempestades em copo de água e pedidos de demissão, com os comentadores e a oposição ululantes, a pedir sangue. Fait divers, diga-se!


Mas a confirmar-se que o primeiro ministro é doutor de coisa nenhuma e que mentiu numa coisa com tão pouco necessária como o grau académico, apenas para se colocar em bicos de pés, a resposta só pode ser: Obviamente, demita-se!

sexta-feira, abril 06, 2007

Prémio Happy Easter




Excelentes perspectivas para o fim de semana... Andar quarteirões e quarteirões. Com as mãos nos bolsos. E contra o vento furioso. Vou ter que me vingar nos cappucinos, cafe lattes e na cerveja belga... Happy Easter!!!

Estou uns dias em atraso. E tinha alguma coisa para contar. Fica a faltar algum tempo ao sono. E o blog ressente-se. Podia contar dos excelentes jantares de fim de semana. Sobretudo aquele num restaurante japonês de Brooklin. Do reencontro com o Alexandre e a Sophia, que conheci respectivamente em São Francisco e no Hawaii. Do frio que voltou e de alguns flocos de neve que prometem novos episódios. Dos primeiros algemados que vi por estes lados e do aparato da força policial. Mas fica prometido é contar alguns pormenores de alguns "colegas" meus, radiologistas em doutoramento ou em projectos de investigação, dois egípcios e uma belga iraniana. Imaginem então uma egípcia mãe de filhos, enorme, corpulenta, com o seu lenço na cabeça, adepta de corridas de carros, com o marido, também radiologista, a sustentá-la trabalhando na Arábia Saudita, adepta de deixar os filhos na cama às 7 da tarde e sair depois com os amigos. Sim, e com uma fractura grave dos pratos tibiais, num despiste após manobra mais arrojada numa dessas "maluquices" de street racing...

quarta-feira, abril 04, 2007

Que seca. No apartamento que alugámos temos direito a pequeno almoço continental. Bem servido. Sou obrigado a esperar pelas sete de manhã. Hora em que começam a servir. E depois ir a correr para o metro. Com um copo de café na mão. Estou a tornar-me cada vez mais gringo. E a arriscar chegar atrasado para poder desfrutar dum pequeno almoço de borla...

Vantagens de quem passou a viver com um pé em Times Square. E o outro perdido num edifício de muitos andares, em jeito de condomínio, com mais de 500 apartamentos, piscina e ginásio. E vários gorilas à porta, feitos seguranças, a fazer girar a porta rotativa na vez de quem passa. Que é muita gente, mais que algumas estações de metro do Porto em hora de ponta...

Hoje foi dia de bonança... De chuva e de bonança. Não é que foi a primeira vez que quando chego a uma caixa registradora pago menos do que tabelado?

Sim, porque aqui nos States há o hábito desagradávvel de tabelar os preços das diferentes coisas sem taxas. Às quais acresce a irritante obrigação de dobrar o valor do imposto com a gorjeta.

Pois, pela primeira vez tive um descontozito. E sem pedir! Apenas porque almocei na cafetaria do hospital. Com o cartão de identificação na lapela... Sempre deu direito a um abatimento. Será que se tivesse acrescentado que tinha um parafuso no joelho direito me fariam uma atenção maior? E se pedisse para não passar factura?

Estes americanos não sabem o que são persianas. Ou cortinas. Pode ser que seja desta que resgate o meu sono. Que já foge há semanas.

Fiquem descansados que é só vermelha por fora...










Eu e a minha fixação por bicicletas... Já tive tentado em ver os preços. E anteontem por volta da meia noite fui interpelado na rua por um personagem suado e aflita que perguntou se queria comprar uma. Em Portugal roubam os telemóveis. Aqui são mais as bicicletas (e os bilhetes para os Arcade Fire...)

Prémio Onde está o Wally?


Quem está à procura do quê? Quem está à procura de quem? A vantagem de não se ter mapa é não estar perdido ou nem sequer sabê-lo?

segunda-feira, abril 02, 2007

Andei quase duas horas. Com sacola ao ombro. Com 6kg no mínimo. Computador. Livro de estudo. O último romance de Mia Couto. Ipod. E câmara iSight, no caso de estacionar num café com nete poder conversar com Valbom... A mania das grandezas. O tal pensar à merceeiro. A ambição desmedida de esticar o tempo... que dá apenas para escrever estes textos! Ou o medo estúpido de não decidir o que deixar em casa.

Um pesadelo. Errei perdido à procura de Tribeca. Que julgava (e ainda julgo) estar a sudoeste do Soho. Mas qual Atlântida não encontrei nada. Só armazéns, com bom aspecto, é certo, e raras referências a Tribeca, sob a forma de anúncios de novos empreendimentos de habitação, uns health club luxuoso e spas. Ainda tentei recorrer ao metro mas mais não fiz que ganhar quarteirões nas pernas. E dores musculares na cintura escapular e zonas vizinhas. Acabei por vir ter a Greenwich Village. Parei num bonito café, onde escrevo agora. Nome engraçado. Once upon a tart. Decoração espartana, mas bonita. Bolos com bom aspecto. Café e pastelaria servida em baixela de plástico!

Fazendo um resumo, os quatro quilos do livro não saíram da mochila. O computador abriu-se e fechou-se. O romance serviu entre duas estações de metro... Vale o banho de imersão no regresso, independentemente do politicamente correcto.

Nos hospitais americanos, durante a leitura dos diferentes exames dos vários doentes conversa-se resumidamente sobre algum tema. Conversa fiada. Cheap-talk. Na maioria das vezes sobre o que se fez no fim de semana. Ou o que se vai fazer. São perguntas ensaiadas pela enésima vez. De circunstância. Era assim na Califórnia e é assim na costa Leste. A diferença maior é que por estas bandas, dentro destas perguntas quase retóricas, está também incluída a religião. Cada um a perguntar ao outro, o que celebra a religião respectiva, quando festeja o quê, como festeja quando, o significado e a importância do quê. Questionam-se as especificidades de cada religião. O valor de cada nome. Se um é sefardita, se o outro é ortodoxo, se é judeu descendente de egípcios, se está casado com um árabe...

No “Serviço” perguntaram-se se em Portugal se falava do "Passover" ou se vinha referido nos jornais (1)!

Estranharam quando lhes respondi que não. Que quase não se fala de religião em Portugal. E muito menos em conversa de circunstância. E que em mais nenhum outro sítio tinha sentido tanto a presença das religiões no quotidiano das pessoas como aqui. Que nós, afinal de contas os ironicamente infiéis, optávamos preferencialmente por falar de futebol. Poderia ter acrescentado que também adoramos dizer mal do chefe, contestar o governo ou criticar o povo portugûes, o outro (2). Mas já os tinha chocado quanto baste... Perguntaram se não falaríamos por ser assunto tabu. Não, nem isso. Não falamos porque não falamos. Temos todos uma costela apostólica romana. Que não cultivamos mas também não questionamos...

(1) Não será por acaso que na planificação do serviço não há qualquer judeu envolvido nas actividades clínicas na próxima semana.

(2) Nem de propósito, o excelente post do JPP no Abrupto sobre o que ele chama o salazarismo difuso e o politicamente correcto. Fica o link e um extracto:

Muita gente "politicamente correcta" pensava que este "salazarismo" era conversa de taxistas, sem perceber que também era conversa deles. Dêem-lhes um político severo, austero, sacrificado, falando contra a política e os políticos e esse político será popular entre as mesas de café, as cartas dos reformados ao Correio da Manhã contra os "ladrões", os ouvintes genuínos do Fórum da TSF, e as mil e uma expressões populares da demagogia entre "nós" (os trabalhadores esforçados que nunca meteram uma baixa fraudulenta, nunca beneficiaram duma cunha, nunca quiseram fazer uma marquise, nunca receberam qualquer dinheiro sem pagar factura por aqueles trabalhos na canalização, etc., etc.) e "eles" (os ladrões dos políticos).

Prémio Mas Ele Não Pode Ir Para a Madeira?


A desilusão da semana foi o concerto dos Arcade Fire. Ou melhor. O não concerto dos Arcade Fire. Que ficou adiado. Para as calendas. Eles vão actuar 3 dias em Nova Iorque e os bilhetes começaram a ser vendidos online às 10 da manhã de sexta. Duas ou três horas depois... Nada. Só encontrava bilhetes a 4 ou 5 vezes o preço tabelado. Por estes lados, concluo, a roubalheira da candonga é oficial. É generalizada. E está online!

Por outro lado, quando procuro que concertos vão decorrer e quando... fico sempre desiludido. Todos aqueles grupos que procuro vão tocar nos próximos meses... em São Francisco.

E alguns irão tocar Teatro Circo. Em Braga. Como o Andrew Bird, a Joanna Newsom e o Bonnie Prince Billy. O Porto está a cair a pique como referência (ironia) cultural do norte do país. À atenção de quem votou Rui Rio. De quem gosta do Rui Rio. E de quem gosta que se faça política à Rui Rio. Com o caderno preto de linhas, à merceeiro. Sem ter qualquer perspectiva de futuro. É o deve e haver. O balanço. O vender a fiado. Na ausência de cultura. Na ausência de política...

domingo, abril 01, 2007

Prémio Vai pôr gel para a tua aldeia...

Para quem teve o pesadelo que ia levar 3 secos, não foi um mau resultado... Mesmo depois de ter estado a ganhar por um zero, sofrer um golo de auto-golo e da luta livre do Simão... Parece que o árbitro também sonhou o mesmo que eu! E que só lhe faltou entrar às canelas do Anderson e do Quaresma.

Está tudo como dantes!!!


Legenda - Dentro da área. Último minuto do último Porto-Sporting. Com tranquilidade.